Um relato lamentável do descaso com o meio ambiente e principalmente com o cidadão
contribuinte que acaba pagando por este descaso.
As fotos mostram um vazamento na calçada na rua Prof. Carlos Wenceslau em
frente ao n* 678 em Realengo (próximo ao corpo de Bombeiros), desde 26 de
dezembro passado.
Este vazamento, (posso afirmar pois morei anos neste endereço e ainda tenho
parentes lá), foi provocado depois que uma denúncia de furto de água diga –se de
passagem não confirmada, em que uma equipe da Zona Oeste Mais, compareceu
imediatamente abrindo e fechando um buraco nesta calçada com tamanho
profissionalismo, que não demorou 20 dias e o mesmo se abriu começando a vazar.
O morador ligou várias vezes e eu mesmo refiz o pedido no dia 6 de
janeiro junto a XXXIII RA em Realengo.
Posso afirmar que em cinquenta anos nunca ocorreu rompimento algum nesta
calçada portanto nem venham alegar que algum carro possa ter provocado este
acidente.
Só para entenderem o tamanho do desperdício...em 30
minutos uma bica pingando enche um litro de água. Se compararmos o que vaza
neste cano dia e noite tranquilamente encheria diariamente 20 caixas de 500 Lts. Se desde o dia 26 de dezembro até
hoje dia 10 de janeiro de 2019, temos 25 dias dando um suposto volume de 12.500
litros de desperdício.
#zonaoestemais #cedae #XXXIIIRA
terça-feira, 9 de outubro de 2018
SHOW ECLÉTICA, SIM!
Novo talento no cenário musical, a cantora Giovanna Linhares faz show na Areninha Cultural Hermetto Paschoal, no próximo dia 14. Com um repertório variado, o show "Eclética, sim!" terá MPB, bossa, pop, rock e muito mais. A cantora recebe no palco convidados especiais, como o maestro Ronald Valle, entre outros.
Evoluímos no
Interesse com a política!
Sim, gradativamente é claro, mas ao menos aconteceu.
No início do ano colocamos no dia 6 de janeiro de 2018 em nossa página no Facebook: Blog pró Realengo a foto da capa onde continha uma
questão no ar... QUAL DESTES ASSUNTOS DOMINARIA O ANO? Carnaval, Copa do Mundo
ou Eleições?
Capa de nossa pagina no facebook desde 6 de janeiro de 2018.
E surpreendentemente, mas com enorme satisfação percebemos que o público está
muito mais envolvido no último quesito, pois começa a entender que as decisões
políticas refletem no bolso, na mesa do dia a dia, na precariedade do serviço
público, segurança, ensino e em especial na Saúde.
Se antes primordialmente se discutia futebol nos bares as segundas-feiras, o
assunto política também começa a ganhar espaço, mas se sustenta nos outros dias
da semana, com discussões acaloradas, algumas radicais ( infelizmente ) até
demais.
"Uma amizade verdadeira é pra vida toda, independente das individualidades,
gosto ou preferências, sejam elas quais forem!"
Saímos do patamar de alienados??? Talvez ainda não, pois a contrainformação nas
chamadas "Fake News",
conseguem efeitos imprevisíveis ( vale ressaltar que no mundo todo),
sejam eles positivos ou negativos.
A falta de um nível cultural mais elevado, colabora com a interpretação errônea
dessas informações e consequentemente uma análise mais profunda do tema não é
feita. Mas não é o fim do mundo... e sim devemos comemorar, pois nenhum mudança
acontece da hora para outra.. só se for imposta e isso já aprendemos que não é
o melhor caminho.
Esse exercício de debate precisa ser feito com moderação, saber expor e saber
ouvir....e o principal, encontrarmos juntos a melhor "solução" para o
coletivo. Coisa que os nossos representantes acabam se esquecendo quando tem o
poder em mãos.
Pesquisem, façam uma auto análise de seus escolhidos (candidatos de todos os
níveis) e coloquem na balança se merecem seu voto.
Façamos um bom uso dela,
Fomos as ruas em vão?
Teria sido em vão enchermos as ruas por mudanças?
Para que em 2010 pressionamos, assinando a "Lei da Ficha Limpa" ?
Queremos Mudanças? Renovação ou vale a pena Reelegermos os mesmos?
Quais leis foram aprovadas pelos atuais "representantes" realmente em
benefício do povo? Eles merecem seu voto novamente????
A escolha de agora terá reflexo nos próximos anos, portanto uma boa análise
será necessária.
Precisamos mudar a letra do Ultrage a Rigor "Inútil- A gente não sabemos escolher presidente"...
Boa sorte.
Obs:Resgatamos esta matéria em
nossos arquivos publicada no primeiro trimestre de 2013
Documentário de Marcelo Gularte
morador de Realengo, mostra detalhes desconhecidos do famoso MC. Magalhães.
fotos Luiz Fortes
Para alguns somente um vendedor
na esquina, para outros simplesmente um cara legal. Uma coisa não se pode negar,
ele é muito popular e já tínhamos intenção de falar sobre ele mas confessamos que
não queríamos parecer exploradores de sua imagem e inocência, como infelizmente
acontece. Quando o Marcelo Gularte nos disse alguns meses atrás que estava
idealizando este projeto então decidimos aguardar, e aguardar esta obra.
Pró-Realengo: Como se deu o interesse de documentar o personagem
Magalhães?
reprodução
Marcelo Gularte:
Há muitos anos eu conheço o
Magalhães, crescemos juntos, ele foi amigo do meu irmão. Quando surgiu o edital
pela secretaria de estado de cultura, o primeiro edital voltado para criações
artísticas no funk, pensei em trazer a memória dessas três décadas do ritmo
pela figura do Mc Magalhães, que é uma personalidade popular das ruas do Rio e
representa de forma muito carismática e positiva a figura do funkeiro.
Pró-Realengo
reprodução
: O que você destaca de mais interessante
nestas pesquisas?
Marcelo Gularte:O interesse em produzir um
material audiovisual com o Mc Magalhães, frequentemente referido como uma lenda
viva do funk carioca é o desejo de valorizar a sua contribuição como um típico
cidadão brasileiro criativo, camelô, andarilho que circunvaga por todas as
comunidades e retrata muito bem todas as gerações que atravessam a história do
funk. O seu Rap do trabalhador está imortalizado na coletânea dos clássicos
funk´s das antigas, e um rap que além de retratar um momento político do
prefeito César Maia contra os vendedores ambulantes, Magalhães consegue
divertidamente desconstruir a forma de se fazer rap, nos modelos da época. Acho
que consegui dar um tratamento ao filme que representará bem o significante do
Mc Magalhães na cultura.
Pró-Realengo :Certamente
a grande maioria que conhece o personagem, não conhece detalhes
particulares...e com este desconhecimento cria-se diversas muitas lendas.
Marcelo Gularte:Sim. tenho ouvido diversas
histórias. E esse é o barato em torno do Magalhães. Como ele é uma figura queridíssima,
um tipo Gentileza do funk, ele acaba protagonizando lendas em torno de sua
figura. No curta metragem teremos algumas personalidades falando sobre o Mc
Magalhães, dentre elas: Mc Marcinho, Mc Bob Rum, Mc Leonardo, o artista
plástico Clécio Régis, o produtor cultural, diretor, escritor e cineasta Marcus
Faustini.
Pró-Realengo :Como o
Magalhães lidou com todo este processo?
Marcelo Gularte:O Magalhães se divertiu muito e
se emocionou também. Quando disse para ele que faria um filme sobre ele,
"tu que sabe", me respondeu. Tentamos reproduzir a imagem do
Magalhães que todo mundo conhece pelas ruas, becos e esquinas. E acho que ele
ficou bem a vontade diante das câmeras. Fizemos um tour com ele pelo Rio de
Janeiro, em mirantes, praias, Arcos da lapa. Era engraçado que em alguns
lugares ele nunca tinha pisado, mas não teve um lugar que ele não tenha
encontrado admiradores. Todo lugar, era gente gritando "Magalhães", e
tirando foto, cantando sua música. Prova de sua popularidade e carisma pelas
ruas.
Pró-Realengo :Sei
que é sua intenção ampliar este projeto para um Longa metragem, tem ideia
quando será?
Marcelo Gularte:Gostaria de rodar o longa o
quanto antes, mas para esse trabalho precisamos de um patrocínio que ainda não
temos. Minha intenção é colocar em leis de incentivos, angariar fundos e
conseguir apoios.
Como foi....estivemos
presente prestigiando ao amigo Marcelo Gularte e claro também ao Magalhães que
é um figuraça super simpático e que está sempre de alto astral.
No documentário diversos depoimentos explicam algumas passagens que a grande
maioria desconhece seu sumiço por diversas vezes e que geram sempre a duvida de
sua morte, logo desfeita quando o reencontramos nas ruas... Alguns desses
depoimentos são de pessoas ligadas a arte de uma forma geral, produtores,
empresários, músicos, cantores etc.
Destacamos a mãe do Magalhães falando sobre a demanda
judicial que corre há anos na justiça contra a Furacão 2000, que usou sua
musica num de seus discos e não pagou como rezava em contrato. As contas já
chegam a quase R$ 200.000,00 (duzentos mil reais)e o senhor Romulo Costa se nega a pagar como
na ultima audiência conciliadora em que através de um de seus três advogados
ofereceu R$ 10.000,00 (dez mil reais) e nada mais. Sem acordo...
É o poder oprimindo mais uma vez os menos desfavorecidos, e
por ironia a musica se chama “ O Rap do Trabalhador”
aqui o documentário do Marcelo Gularte: Uma lenda viva do funk.
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aqui uma colaboração do amigo Antônio Gamboa
Ícone da Cultura Funk Carioca
Marcelo
Gularte, morador de Realengo, cineasta que dirigiu o
premiado curta “Bangu Território em Transição”. Fez dia 1° de maio a
pré-estreia, na sede do Bangu Atlético Club, do seu mais novo documentário,
também um curta, “Mc Magalhães uma Lenda
Viva do Funk”. O filme conta um pouco da história desta pessoa emblemática da
cultura funk que é conhecida em toda a cidade do Rio de Janeiro, sobretudo na
Zona Oeste.
O diretor, habilmente alterna imagens do
protagonista em diferentes locais da cidade do Rio, com depoimentos de Marcus
Faustini, Chiquinho do Pandeiro, DJ Marcelo André, MC Leonardo, Clécio Régis, Mc
Marcinho entre outras pessoas que conhecem e admiram o trabalho de Magalhães, além de sua mãe, D. Vera. As
imagens do MC corroboram os adjetivos que os depoentes atribuem a ele: alegria
contagiante, simplicidade, pureza, humildade e garra e afirmam a importância
que ele tem para a cultura popular carioca. Gularte aborda ainda, a querela
judicial com a Furacão 2000, que teria se aproveitado da simplicidade e pureza
do Magá.
O “Rap do Trabalhador” tornou Magalhãesconhecido em todo o Brasil, e é sua
composição de maior relevância e reconhecimento. Esta música fez muito sucesso
na década de 90 e inseriu Magalhães no cenário do funk, com o seu jeito crítico
e peculiar de compor. A música trás uma crítica política a maneira como a
prefeitura, sob a administração do então prefeito, César Maia, reprimia os
vendedores ambulantes na cidade e fala do cotidiano do MC.
Tchurunanublaze............Maroulive
Tchurunanuglanver.........Maroulevre
Vendo Chokito-ô............Marouglive
Tira o Pali-blazer............Lalalalá
Vendo bala....................eu
Trabalho
Vendo Chokito-ô............Magalhanze
Trabalhador-ô.................quele Rap
Euuueuderado................temarada
Vende Bombom-ô..........Magalhanze
Considerado-ô................qualquer
parada
Compro barulho-ô...........Magalhanze
Trabalhador-ô..................vendo
bala
Tomaram minha caixa.....de bombom-ô
Do serenata....................de amor-ô
Aquele Rap.....................eu
trabalho
Considerado-ô.................patabalho
Vou pro Coleginho-ô.........César Maia
Quebrou a firma...............César Maia
Todo mundo duro-ô.........Magalhanze
"Agora dança do Magalhães vai lá
ôôôô.......Magalhanze"
É quatofunke..................Maroulive
Tchurunanublaze............Marioklunfer
Cato garrafa....................No
Mackenzie
É Magalhanze................Magalhanze
Você trabalha..................Vende
Chokito
Tchurunanublaze.............Maroulive
Tchurunaluglanve.............lalalalá
Considerado-ô.................me
pegaro-ô
Tomaram minha caixa......de bombom-ô
Serenata de amor-ôôô......Magalhanze
A Verdade.......................a
verdade
Mando nas mulheres........eu que mando
É eu que mando...............Magalhanze
Você que é o cara............Magalhanze
Ignorando preconceitos gramaticistas, concordo
com Marcus Faustini quando diz que existe sofisticação em sua composição e ele
parece flertar com a poesia concreta, ainda que nem ele mesmo saiba disso.
O talentoso artista multimídia Marcelo
Gularte, mais uma vez ratifica seu compromisso com suas raízes e volta seus
olhos aguçados, para a zona oeste. Esta região da cidade que é extremamente esquecida
por projetos culturais enquadrados ou não em editais públicos ou leis de
incentivo a cultura. E tem uma carência enorme de espaços culturais públicos.
O filme, por se tratar de um curta
metragem tem sua limitação temporal, e quando estamos nos divertindo e
apreciando conhecer um pouco da vida de Magá, abruptamente ele acaba nos
deixando um "gostinho de quero mais".